ROTEIRO · BUENOS AIRES

Roteiro de 5 dias em Buenos Aires: o que fazer dia a dia

Roteiro de 5 dias em Buenos Aires cobrindo Recoleta, San Telmo, Palermo, La Boca e Centro. Custos em reais por perfil (R$ 220 a R$ 750/dia), dicas de transporte, câmbio e melhor época para ir.

Por SemDestino13 min de leitura

Street view of Plaza de Mayo with iconic buildings and jacaranda trees in Buenos Aires, Argentina.
Street view of Plaza de Mayo with iconic buildings and jacaranda trees in Buenos Aires, Argentina.

Cinco dias em Buenos Aires são o ponto de equilíbrio: tempo suficiente para entrar no ritmo dos bairros sem virar maratona, e curto o bastante para o orçamento não escapar. Com 1 BRL valendo cerca de 280,75 ARS (observado em jun/2026), a cidade fica acessível de um jeito que poucos destinos internacionais conseguem hoje — um café com medialunas sai por menos de R$ 30, uma viagem de Subte custa quase nada, e dá pra jantar parrilla em bodegón de bairro por R$ 60 a R$ 100 sem apertar. O roteiro que segue distribui os bairros essenciais de um jeito caminhável: Recoleta no primeiro dia, para desacelerar; San Telmo, Plaza de Mayo e Puerto Madero no segundo; Palermo inteiro no terceiro; La Boca e uma casa de tango no quarto; e o último mais leve, com livraria, compras e jantar de despedida. Entre uma coisa e outra, sobra espaço para um café demorado na calçada e o tipo de descoberta que só aparece quando você não está correndo. A passagem direta mais barata observada em jun/2026 saiu do Rio (GIG→EZE) por R$ 471 — bem abaixo dos R$ 1.067 cobrados de Campinas. Vale checar o trecho do Rio mesmo morando em outra cidade antes de fechar o bilhete.

7 dias em Buenos Aires dão pra muita coisa. Este roteiro foi montado pensando em quem quer pegar os bairros essenciais — Recoleta, San Telmo, La Boca, Palermo — sem correr de um lado para o outro, e ainda assim controlar bem o orçamento. A cidade colabora: com 1 BRL valendo cerca de 280,75 ARS (observado em jun/2026), um almoço decente em mercado de bairro sai por menos de R$ 15 e a tarifa de metrô é quase simbólica. O texto abaixo cobre cinco dias cheios de programação e dois dias de folga para você ajustar conforme o ritmo — quem fica sete aproveita sem pressa.

Resumo do roteiro e quanto vai custar

A cidade é surpreendentemente acessível quando o câmbio trabalha a seu favor. Hospedagem em hostel bem localizado começa em torno de R$ 80 a diária; hotéis econômicos de três estrelas ficam entre R$ 200 e R$ 350. Para uma visão mais detalhada dos custos, vale comparar com a planilha de gastos reais antes de fechar a viagem.

Estimativa de custo total (por pessoa, 7 dias)

ItemFaixa estimada
Passagem aérea (ida e volta)R$ 471 – R$ 1.067
Hospedagem (7 noites)R$ 560 – R$ 2.450
Alimentação (R$ 60–150/dia)R$ 420 – R$ 1.050
Transporte localR$ 80 – R$ 150
Atrações e passeiosR$ 150 – R$ 400
Total estimadoR$ 1.681 – R$ 5.117

Estimativa baseada em médias regionais e preços observados em jun/2026.

Como chegar de outras origens

As melhores tarifas observadas para Buenos Aires (aeroporto Ezeiza, EZE) a partir do Brasil, em jun/2026:

  • Rio de Janeiro (GIG): a partir de R$ 471
  • São Paulo (GRU): a partir de R$ 659
  • Belo Horizonte (CNF): a partir de R$ 742
  • Porto Alegre (POA): a partir de R$ 821
  • Curitiba (CWB): a partir de R$ 941
  • Brasília (BSB): a partir de R$ 1.002
  • Campinas (VCP): a partir de R$ 1.067

O voo de GRU ou GIG costuma ter mais frequências e conexões mais curtas. De Porto Alegre, por ser a capital mais próxima da Argentina, vale monitorar promoções com antecedência — o preço costuma cair bastante fora de temporada.

Do aeroporto de Ezeiza ao centro de Buenos Aires são cerca de 40 km. A opção mais econômica é o ônibus executivo Tienda León ou similar, que faz o trajeto em 45–70 minutos por volta de ARS 12.000–15.000 (estimativa baseada em médias regionais). Táxi e aplicativo ficam entre ARS 25.000 e ARS 40.000 dependendo do horário.

Dia 1: chegada, Recoleta e primeiro café portenho

Recoleta é um bom começo porque desacelera. As ruas largas, os prédios com detalhes de ferro e pedra, o ritmo dos moradores que caminham sem pressa — tudo isso ajuda a calibrar o ritmo portenho antes de você partir para bairros mais agitados. Não tente fazer muito no primeiro dia.

Manhã

Depois do check-in, resista à tentação de sair correndo. Deixe a mala, tome banho e vá a pé até a Avenida Alvear. A caminhada pelo trecho entre a Rua Ayacucho e a Rua Cerrito dura cerca de 20 a 30 minutos no total e já entrega uma boa amostra da arquitetura eclética da região — palacetes do início do século XX, consulados, marcas de luxo. Não custa nada.

Um café da manhã portenho de verdade é mais demorado do que você está acostumado: medialunas (croissants menores e levemente adoçados) com café con leche, sem pressa. Em qualquer confitería tradicional da Recoleta, espere pagar entre ARS 4.000 e ARS 8.000 por pessoa (cerca de R$ 14 a R$ 28, estimativa baseada em médias regionais). Sentar na calçada e observar o bairro acordar é parte do programa.

Tarde

O Cemitério da Recoleta é uma das visitas mais curiosas de Buenos Aires — não por morbidez, mas pela escala: são mais de 4.700 mausoléus enfileirados como um bairro vertical, muitos com arquitetura impressionante. A entrada é gratuita (confirme na bilheteria, pois eventos especiais podem cobrar). Separe entre 1h e 1h30 para caminhar sem apressar.

Logo na saída do cemitério, o Centro Cultural Recoleta ocupa um antigo convento franciscano e costuma ter exposições de arte contemporânea argentina. A entrada é gratuita ou com ingresso simbólico, dependendo da mostra (estimativa: até ARS 1.500, menos de R$ 6). Vale ao menos passar pela área externa e pelo jardim.

Noite

Bodegóns são os bares de cozinha caseira portenha — sem decoração elaborada, sem cardápio sofisticado, mas com pratos generosos e preço honesto. Na região de Recoleta e Barrio Norte, um jantar com entrada, prato principal e bebida fica entre ARS 15.000 e ARS 30.000 por pessoa (cerca de R$ 53 a R$ 107, estimativa baseada em médias regionais). Peça o prato do dia se estiver disponível; geralmente é o mais barato e o mais fresco.

O jantar raramente começa antes das 21h em Buenos Aires — chegar às 20h significa ser o primeiro da casa, e isso é perfeitamente aceitável se você ainda estiver no fuso do Brasil.

Estimativa de custo do dia 1 (sem hospedagem): R$ 70 a R$ 140 por pessoa, considerando café da manhã, visitas e jantar em bodegón.

A vibrant street view in Buenos Aires, featuring classic architecture and urban life.
A arquitetura eclética das avenidas portenhas define o ritmo de quem chega pela primeira vez à cidade.Foto: Cristiano Junior / Pexels

Dia 2: San Telmo, Plaza de Mayo e Puerto Madero

Depois de um primeiro dia bem contido em Recoleta, o dia 2 amplia o raio. Se você for a San Telmo num domingo, vai encontrar a Plaza Dorrego tomada pela Feria de San Telmo — uma das feiras de rua mais antigas da cidade, com artesanato, antiguidades e músicos de tango espalhados pelas calçadas. Durante a semana, o mesmo circuito existe sem a feira, mais silencioso, com o bairro funcionando no ritmo dos moradores. As duas versões têm charme próprio.

Manhã

Comece o dia na Plaza de Mayo — de manhã cedo ela ainda está tranquila, e dá para caminhar pelo entorno sem pressa. A Casa Rosada é visitável por dentro em tours gratuitos guiados nos fins de semana; durante a semana o acesso é mais restrito, então vale checar o site oficial antes. A fachada já vale a parada por si só — e o entorno concentra boa parte da história política argentina em poucas quadras.

A Catedral Metropolitana, na lateral da praça, é entrada gratuita e abriga o mausoléu de José de San Martín. O interior é sóbrio e bem conservado; separe uns 30 minutos. A praça em si, sem custo nenhum, funciona como ponto de encontro e de observação — num dia típico você vai cruzar com carteiros, aposentados jogando xadrez e, eventualmente, alguma manifestação política.

Do lado da praça tem sempre alguma opção de café no estilo confitería. Espere pagar entre ARS 4.500 e ARS 9.000 por um café com medialunas (cerca de R$ 16 a R$ 32, estimativa baseada em médias regionais).

Tarde

De Plaza de Mayo até San Telmo são cerca de 15 minutos a pé descendo a Avenida Defensa — a rua principal do bairro, cheia de ateliês, lojas de disco de vinil e bares com cadeiras na calçada. Não há como se perder.

O Mercado de San Telmo é um mercado coberto do século XIX com boxes de comida, antiguidades e uma atmosfera bastante particular. Um almoço dentro do mercado — sushi, empanadas, tacos, pasta — sai entre ARS 8.000 e ARS 18.000 por pessoa (cerca de R$ 28 a R$ 64, estimativa baseada em médias regionais). Não é o lugar mais barato, mas a experiência do espaço compensa.

Se for domingo, a Plaza Dorrego ao lado vira epicentro da feira — passe pelo menos uma hora ali. Em outros dias, a praça tem bares com mesas ao ar livre onde os portenhos tomam um café ou cerveja à tarde.

Noite

De San Telmo até Puerto Madero são menos de 10 minutos a pé cruzando a Avenida 9 de Julio — vale chegar com tempo para ver o pôr do sol sobre os diques e os veleiros ancorados. O cais foi revitalizado nas últimas décadas e hoje concentra restaurantes, mas o passeio pela orla é gratuito e bastante agradável antes do jantar.

Para a parrilla, Puerto Madero é mais caro que o centro ou San Telmo — um jantar com corte de carne, salada e bebida sai entre ARS 25.000 e ARS 50.000 por pessoa (cerca de R$ 89 a R$ 178, estimativa baseada em médias regionais). Se o orçamento apertar, volte para San Telmo: os bodegóns da região saem entre ARS 15.000 e ARS 25.000 com mais calor de bairro e menos turista.

Estimativa de custo do dia 2 (sem hospedagem): R$ 130 a R$ 270 por pessoa, considerando café, almoço no mercado, visitas gratuitas e jantar de parrilla.

Front view of the historic Casa Rosada in Buenos Aires, Argentina with people in foreground.
A Casa Rosada, símbolo político do país, é o centro de gravidade de qualquer visita à Plaza de Mayo.Foto: Valentina Rodriguez / Pexels

Dia 3: Palermo a pé, parques e noite de bar

Se as pernas aguentaram a maratona do dia 2, o dia 3 é mais espraiado, com menos pontos obrigatórios e mais flânerie. Palermo é o maior bairro de Buenos Aires — ocupa cerca de 16 km² — e reúne num mesmo espaço parques enormes, museus, lojas de design independente e uma das cenas de bares mais ativas da cidade. A lógica do dia é simples: começar com verde e ar livre pela manhã, migrar para Palermo Soho à tarde e terminar em Palermo Hollywood depois do jantar.

Manhã

Café da manhã por conta antes de sair — se você estiver no hostel, aproveite o que está incluso. Do contrário, alguma padaria ou café de bairro no caminho resolve por ARS 4.000 a ARS 7.000 (cerca de R$ 14 a R$ 25, estimativa baseada em médias regionais).

Os Bosques de Palermo ficam a norte do Jardim Zoológico e formam uma área verde contínua com lagos artificiais, ciclovia e trilhas para caminhada. Entrada gratuita; separe de 1h a 1h30 para caminhar sem destino fixo. Logo ao lado, o Rosedal — o jardim de rosas do parque — é um espaço bem cuidado com pontes sobre o lago e uma glorieta central. Gratuito também; meia hora já é suficiente se você não quiser ir e vir.

Do Rosedal ao MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires) são cerca de 20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi/aplicativo. O ingresso geral custa ARS 6.000 (cerca de R$ 21, estimativa baseada em médias regionais); quarta-feira costuma ter entrada a preço reduzido — vale conferir o site oficial antes. O acervo permanente tem obras de Frida Kahlo, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, entre outros; separe entre 1h e 1h30.

Tarde

Saindo do MALBA, você já está a menos de 10 minutos a pé de Palermo Soho — o trecho entre as ruas Thames, Serrano e Honduras concentra o melhor do bairro. Aqui o programa é mais livre: lojas de design e moda argentina independente, livrarias, cafés de especialidade onde um espresso coado sai por ARS 2.500 a ARS 4.500 (R$ 9 a R$ 16, estimativa baseada em médias regionais).

Não há obrigação de comprar nada. Caminhar pela Plaza Serrano (oficialmente Plaza Julio Cortázar) e sentar num banco para observar o movimento já é uma tarde bem gasta. Se quiser gastar algo, os cafés de especialidade da região são bons e o ticket médio de um café com algum doce fica abaixo de R$ 30.

Vale destacar também: Palermo concentra boa parte da hospedagem com melhor custo-benefício da cidade. Se você ainda está decidindo onde dormir, o guia por bairro com os melhores hostels ajuda a comparar Palermo com Recoleta e San Telmo antes de fechar.

Noite

Palermo Hollywood fica a cerca de 15 minutos a pé de Soho, cruzando a Avenida Juan B. Justo. O bairro tem uma concentração grande de restaurantes com cozinha variada — italiana, japonesa, carne argentina, mediterrânea — e a rua Honduras entre Fitz Roy e Humboldt é um bom ponto de partida para escolher onde sentar. Um jantar completo com entrada e bebida sai entre ARS 20.000 e ARS 40.000 por pessoa (cerca de R$ 71 a R$ 142, estimativa baseada em médias regionais).

Depois do jantar, a cena de coquetéis de Palermo Hollywood começa a esquentar por volta das 23h. Os bares da região — concentrados também nos arredores de Fitz Roy e Costa Rica — cobram entre ARS 5.000 e ARS 10.000 por drink (R$ 18 a R$ 36, estimativa baseada em médias regionais). Dois drinks já fecham bem a noite sem comprometer o orçamento do dia.

Estimativa de custo do dia 3 (sem hospedagem): R$ 120 a R$ 260 por pessoa, considerando café da manhã, MALBA, almoço leve, jantar em Palermo Hollywood e dois drinks.

Illuminated historic architecture in Buenos Aires during nighttime with street lights reflecting on wet pavement.
Buenos Aires ganha outra dimensão à noite, quando bares e restaurantes de Palermo entram em pleno funcionamento.Foto: Patricia Bozan / Pexels

Dia 4: La Boca, Caminito e tango à noite

La Boca é um dos bairros mais fotografados de Buenos Aires, mas também um dos que mais exige atenção de

Perguntas frequentes

5 dias são suficientes para conhecer Buenos Aires?

Sim. O roteiro cobre Recoleta, San Telmo, Plaza de Mayo, Palermo, La Boca e o Centro em cinco dias com ritmo confortável, sem precisar cortar nenhum bairro essencial. O segredo é distribuir os bairros por dia e não tentar fazer tudo de uma vez.

Preciso levar dólar ou posso usar cartão em Buenos Aires?

Cartão funciona na maior parte dos estabelecimentos e usa câmbio MEP, próximo do dólar blue. Levar alguns dólares em espécie ainda ajuda em feiras como a de San Telmo e para gorjetas, onde nem sempre há maquininha disponível.

Quanto custa por dia em Buenos Aires?

O orçamento diário estimado fica em torno de R$ 220 no perfil econômico, R$ 400 no intermediário e R$ 750 no conforto — sem contar hospedagem. Com 1 BRL valendo cerca de 280,75 ARS (observado em jun/2026), um café com medialunas sai por menos de R$ 30 e uma viagem de Subte custa quase nada.

Como ir do aeroporto de Ezeiza ao centro de Buenos Aires?

Do aeroporto Ezeiza ao centro são cerca de 40 km. O ônibus executivo Tienda León ou similar faz o trajeto em 45–70 minutos por volta de ARS 12.000–15.000. Táxi e aplicativo ficam entre ARS 25.000 e ARS 40.000 dependendo do horário.

Qual a passagem mais barata do Brasil para Buenos Aires?

O trecho mais barato observado em jun/2026 partiu do Rio de Janeiro (GIG→EZE) a partir de R$ 471. Saídas de São Paulo (GRU) começaram em R$ 659, enquanto de Campinas (VCP) o menor valor foi R$ 1.067 — quase o dobro do trecho carioca.

Lugares reais, bairro a bairro

Outras áreas

  • Festa de Tango em Buenos Aires (museu)
  • San Telmo (museu)
  • Teatro Colón (museu)
  • Café Tortoni (restaurante)
  • Gastronomia em La Boca (restaurante)
  • Casa Rosada (atração)
  • Museu Nacional de Belas Artes (atração)

Lugares mapeados no OpenStreetMap, dados observados em 2026-06-14. Sem ranking — opções reais por área.

Gostou? Compartilhar: WhatsApp Twitter Facebook

Continue explorando Buenos Aires

Veja mais guias, dicas e roteiros sobre a cidade.