GUIA COMPLETO · BARILOCHE

Quanto custa viajar para Bariloche em 2026: orçamento real

Com câmbio favorável de 1 BRL ≈ 283 ARS, Bariloche fica acessível: voos desde R$ 1.047 e empanadas a R$ 9–12. Mas em julho, hostels dobram de preço e o lift pass custa R$ 530–700/dia. Confira o orçamento detalhado para cada perfil.

Por SemDestino17 min de leitura

A breathtaking aerial view of San Carlos de Bariloche, capturing the vibrant turquoise lake and charming architecture.
A breathtaking aerial view of San Carlos de Bariloche, capturing the vibrant turquoise lake and charming architecture.

Com o real valorizado em relação ao peso argentino — 1 BRL equivalia a cerca de 283 ARS em junho de 2026 —, Bariloche deixou de ser aquele destino inalcançável para muitos brasileiros e virou uma surpresa agradável no orçamento. Voos saindo de Guarulhos aparecem a partir de R$ 1.047 ida e volta, e uma empanada recém-saída do forno custa o equivalente a R$ 9–12 em restaurantes de bairro. O câmbio favorível significa que alimentação e transporte custam, em geral, menos que em destinos equivalentes no Brasil — mas há um porém. Em julho e agosto, quando a neve cobre o Cerro Catedral, um hostel que custava R$ 90 a diária pode saltar para R$ 180 ou mais, e o lift pass de esqui sozinho consome R$ 530–700 por dia. Se você quer economizar de verdade, entender essa janela de preços faz toda a diferença.

Quanto custa visitar Bariloche? A resposta curta é: depende menos do que você imagina do destino e mais de quando você vai. O aéreo costuma ser o gargalo orçamentário — voos de Guarulhos para Bariloche aparecem a partir de R$ 1.047 ida e volta em junho de 2026, enquanto de Confins ou Campinas a partida sobe para a faixa de R$ 1.200–1.250 (preços observados em jun/2026). Por outro lado, o câmbio favorece o bolso brasileiro: em junho de 2026, 1 real equivale a cerca de 283 pesos argentinos, o que significa que hospedagem e alimentação na cidade custam, em geral, menos do que você pagaria em destinos equivalentes no Brasil ou na Europa.

Para um viajante que dorme em hostel, come em locais simples e usa transporte público, o custo diário na cidade gira em torno de:

  • Econômico: R$ 180–250/dia (hostel com cozinha compartilhada, refeições caseiras ou empanadas, ônibus urbano, uma atração paga)
  • Intermediário: R$ 350–480/dia (hotel 3 estrelas ou pousada simples, restaurante moderado pelo menos uma vez ao dia, táxi ocasional, 2–3 atrações)
  • Conforto: R$ 600–900/dia (hotel 4 estrelas bem localizado, restaurantes variados, passeios guiados, circuito de hikes como refúgio Frey ou photo safaris)

Quem planeja uma semana precisa considerar o impacto do voo no total. Para uma viagem de 7 dias saindo de São Paulo, os valores aproximados são:

  • Econômico: R$ 2.300–2.800 total (incluindo voo de R$ 1.050 + 6 noites de hostel + alimentação e passeios básicos)
  • Intermediário: R$ 3.500–4.200 total (voo + hotel categoria média + refeições variadas + Cerro Catedral ou passeios de meio dia)
  • Conforto: R$ 5.200–6.500 total (voo + hotel superior + experiências completas, como dia inteiro no Cerro Tronador ou excursões a El Bolsón)

A estação muda tudo. Em julho e agosto, com a neve, hotéis dobram os preços e o Cerro Catedral lota — o mesmo quarto que custa R$ 200 em junho pode saltar para R$ 400 ou mais. Se seu objetivo é economy, maio e setembro oferecem dias frios mas estáveis, preços menores e fila menor no teleférico. Se você quer entender em detalhes como cada mês se comporta, vale conferir nosso guia sobre a melhor época para visitar Bariloche.

Custo de hospedagem em Bariloche

Um letto em hostel no Centro Cívico custava cerca de ARS 25.000–35.000 (aproximadamente R$ 90–125) em noites de fevereiro de 2026, alta temporada de verão — valores que, na alta do inverno, facilmente dobram. A diferença sazonal em Bariloche não é apenas perceptível; ela redefine completamente o orçamento. Em julho e agosto, quando a neve atrai multidões para o Cerro Catedral, a mesma cama em hostel pode saltar para R$ 180–250, e hotéis simples que praticavam R$ 280 a diária passam a cobrar acima de R$ 500. Se você tem flexibilidade, maio e setembro são meses de transição com temperatura fria mas estável e preços significativamente menores.

Para hospedagens econômicas em baixa temporada, prepare-se para estas faixas (estimativas baseadas em médias regionais para 2026):

  • Hostel (quarto compartilhado): R$ 80–130/noite em baixa; R$ 160–280 em alta temporada de inverno
  • Pousada simples ou hotel 2 estrelas: R$ 200–320/noite em baixa; R$ 380–550 em julho e agosto
  • Hostel com quarto privado: R$ 280–400/noite em baixa; R$ 450–650 no inverno

Na categoria intermediária, hotéis 3 estrelas bem localizados — aqueles a poucos quarteirões do Centro Cívico, com café da manhã incluído — oscilam conforme a época. Em março ou outubro, você encontra diárias de R$ 320–480. Em julho, esse mesmo hotel provavelmente estará acima de R$ 700. Casas e apartamentos via plataformas de aluguel seguem lógica parecida: um estúdio para duas pessoas sai por R$ 300–400 em temporada baixa, mas pode ultrapassar R$ 800 no pico da neve.

Para quem busca conforto, hotéis 4 estrelas com vista para o lago Nahuel Huapi ou posicionamento estratégico para os teleféricos praticam R$ 650–1.000 em temporada baixa, chegando a R$ 1.200–1.800 em julho. A localização faz diferença no bolso e na logística: ficar no Centro Cívico facilita acesso a restaurantes, supermercados e ônibus para os cerros, enquanto apartamentos em bairros como Melipal podem exigir táxi ou caminhadas longas à noite. Para mais detalhes sobre a estrutura turística da cidade, confira nosso guia geral de Bariloche.

A woman enjoys coffee indoors with a scenic mountain view in Bariloche, Argentina.
A vista para as montanhas amplia a sensação de conforto em cafés e hospedagens, um diferencial que justifica escolher bem a localização.Foto: Alejandro Terranova / Pexels

Custo de alimentação em Bariloche

Uma empanada de carne recém-saída do forno custava cerca de ARS 2.500–3.500 em restaurantes de bairro no verão de 2026 — o equivalente a R$ 9–12 no câmbio da época. O favorável câmbio argentino torna a alimentação um dos pontos onde o viajante brasileiro consegue economizar de verdade, especialmente se combinar refeições em locais simples com compras de supermercado. O pulo está em fugir da armadilha dos restaurantes turísticos do Centro Cívico, onde os preços podem ser 30–50% mais altos pelo mesmo prato.

No supermercado, os preços convidam a cozinhar. Uma garrafa de vinho Malbec decente sai por ARS 4.000–6.000 (R$ 14–21), enquanto queijo duro e frios custam metade do que você pagaria no Brasil. Para quem está em hostel com cozinha, é perfeitamente possível se alimentar bem com um orçamento diário enxuto. Faixas estimadas para alimentação em 2026:

  • Econômico: R$ 60–90/dia (café da manhã no hostel, almoço preparado por conta, jantar com empanadas ou pizza de bairro)
  • Intermediário: R$ 120–180/dia (uma refeição em restaurante moderado por dia, lanches em cafés, alguma compra de mercado)
  • Conforto: R$ 250–400/dia (restaurantes variados, incluindo uma churrascaria tradicional, vinhos em refeições, sobremesas)

Churrascarias são um capítulo à parte. Um clássico "asado" com entrada, prato principal de carne nobre e sobremesa gira em torno de ARS 25.000–40.000 por pessoa (R$ 90–140, estimativa baseada em médias regionais) — um valor que, considerando a qualidade da carne argentina, sai mais barato que equivalentes no Brasil. Os restaurantes mais famosos, aqueles que aparecem em todos os guias, cobram o dobro. Vale reservar uma refeição especial, mas perguntar preços antes de sentar evita surpresas. Para sugestões específicas por bairro, vale consultar nossa lista de melhores restaurantes em Bariloche.

O chocolate é a tentação local. Uma caixa de 500g de uma marca reconhecida chega a custar ARS 15.000–22.000 (R$ 50–75), e é difícil resistir. A dica prática: compre em concessões de rua ou mercados em vez das lojas mais charmosas do centro.

Transporte local: ônibus, táxi e teleférico

Uma passagem de ônibus urbano em Bariloche custava cerca de ARS 1.200–1.500 em meados de 2026 — o equivalente a R$ 4–5 no câmbio da época —, o que torna o transporte público uma das formas mais econômicas de circular pela cidade e chegar às estações de esqui. O sistema cobre bem os principais pontos turísticos, incluindo o Centro Cívico, a ponta oposta do lago e o acesso ao Cerro Catedral. O pulo está no cartão recarregável: você compra uma vez (cerca de ARS 3.000, ou R$ 10–11) e vai abastecendo conforme usa, evitando filas e garantindo tarifa mais barata que pagar em dinheiro no motorista.

Para deslocamentos dentro da cidade, as faixas de preço estimadas são:

  • Ônibus urbano: ARS 1.200–1.500 por trecho (R$ 4–5, estimativa baseada em médias regionais)
  • Táxi (centro → Cerro Catedral): ARS 18.000–25.000 (R$ 65–90, dependendo do tráfego e horário)
  • Transfer compartilhado (ida para estações de esqui): ARS 8.000–12.000 por pessoa (R$ 28–42)

O táxi tem seu lugar. À noite, quando os ônibus começam a rarear, ou para grupos de três ou quatro pessoas, pode até sair mais barato que quatro passagens de transfer. O aplicativo local de ride-hailing funciona bem na área urbana, mas para o Cerro Catedral e outros cerros, a disponibilidade cai drasticamente — especialmente no retorno do dia de esqui, quando centenas de pessoas disputam os mesmos poucos carros. Nesses momentos, ter um transfer agendado ou conhecer o horário do último ônibus salva o dia.

Os teleféricos merecem planejamento próprio. Um passaporte completo para o Cerro Catedral, com acesso a todos os lifts, girava em torno de ARS 45.000–65.000 (R$ 160–230) em temporada de esqui, enquanto o teleférico do Cerro Otto, que funciona o ano todo para visitantes que só querem a vista, custa menos — cerca de ARS 20.000–30.000 (R$ 70–105). A diferença de preço reflete o público: um é para quem vai esquiar, outro para quem quer panoramas sem compromisso.

Passeios de barco pelo Nahuel Huapi formam outra categoria. Um cruzeiro de meio dia até Puerto Blest sai por ARS 25.000–40.000 (R$ 90–140), enquanto embarcações mais simples, que fazem trajetos curtos até a Isla Victoria, custam a partir de ARS 15.000 (R$ 50–55). Todos partem do puerto no centro da cidade, fácil de alcançar a pé ou com uma curta corrida de ônibus.

Atividades e passeios: de Cerro Catedral ao Circuito Chico

Um dia de esqui no Cerro Catedral custava cerca de ARS 150.000–200.000 apenas pelo lift pass em alta temporada de 2025 — o equivalente a R$ 530–700 no câmbio da época —, o que coloca a atividade entre as mais caras da região. Mas Bariloche não vive só de esqui: quem viaja fora da temporada de neve encontra uma cidade voltada para trilhas, mirantes e passeios de lancha, com preços significativamente mais acessíveis. O Parque Nacional Nahuel Huapi, que abraça a cidade, cobra ingresso apenas em alguns pontos específicos — o acesso à maioria das trilhas é gratuito.

Para atividades principais, as faixas estimadas são (valores baseados em médias regionais para 2025–2026):

  • Cerro Catedral (lift pass de esqui, alta temporada): ARS 150.000–200.000/dia (R$ 530–700)
  • Cerro Catedral (teleférico de vista, sem esqui): ARS 25.000–40.000 (R$ 90–140)
  • Cerro Otto (teleférico + mirante): ARS 20.000–35.000 (R$ 70–120)
  • Circuito Chico (passeio guiado de meio dia): ARS 15.000–25.000 (R$ 55–90)

O Circuito Chico é clássico por um motivo: em cerca de quatro horas, você percorre estradas cênicas às margens do lago, para em mirantes como o do Campanário e visita pontos como a capela San Eduardo e o hotel Llao Llao. O valor do passeio guiado geralmente inclui transporte, mas não ingressos individuais — o teleférico do Campanário, por exemplo, é pago à parte, cerca de ARS 10.000–15.000 (R$ 35–50). Quem prefere autonomia pode fazer o mesmo percurso de ônibus urbano ou táxi, pagando apenas as atrações avulsas.

Vale destacar também: trilhas gratuitas abundam na região. O refúgio Frey, uma das caminhadas mais famosas, parte da base do Cerro Catedral e não custa nada — você gasta apenas com transporte até a base. Já o Cerro Tronador, com suas geleiras e o famoso glaciar Ventisquero Negro, exige passeio guiado ou carro próprio. Um tour de dia inteiro sai por ARS 35.000–55.000 (R$ 120–190), geralmente incluindo traslado e guia, mas não alimentação.

Passeios aquáticos formam outra frente. Navegações pelo lago Nahuel Huapi partem do puerto central com opções de meio dia ou dia inteiro:

  • Isla Victoria + Bosque de Arrayanes (meio dia): ARS 20.000–35.000 (R$ 70–120)
  • Puerto Blest + Cascada de los Cántaros (dia inteiro): ARS 35.000–50.000 (R$ 120–175)
  • Passeios curtos de lancha (1–2 horas): ARS 8.000–15.000 (R$ 28–50)

Para uma visão completa das opções por perfil de viajante, confira nosso guia com os melhores passeios em Bariloche.

Adventurer views snow-capped mountains by a serene Patagonian lake during winter sunset.
O pôr do sol sobre o lago Nahuel Huapi recompensa o dia de trilhas e atividades ao ar livre com um espetáculo gratuito.Foto: Julieta Camila Tosto / Pexels

Custos extras a considerar: equipamentos de neve e gorjetas

Outro ponto importante: um kit completo de aluguel no Cerro Catedral — esquis, botas, bastões e capacete — custava cerca de ARS 35.000–60.000 por dia em alta temporada de 2025, o equivalente a R$ 120–210 no câmbio da época. Para quem nunca esquiou, esse é o tipo de despesa que facilmente escapa do planejamento inicial e transforma um orçamento apertado em uma conta dolorosa. A boa notícia é que alugar na base da montanha, nos locais oficiais do centro, costuma ser mais barato que nas lojas do Centro Cívico — e a qualidade do equipamento é equivalente.

As faixas de preço para equipamentos de neve são (estimativas baseadas em médias regionais para temporada 2025–2026):

  • Kit completo (esquis + botas + bastões): ARS 35.000–60.000/dia (R$ 120–210)
  • Snowboard completo: ARS 40.000–70.000/dia (R$ 140–245)
  • Roupa impermeável (calça + casaco): ARS 15.000–30.000/dia (R$ 50–105)
  • Acessórios separados (luvas, óculos, capacete): ARS 5.000–15.000 cada (R$ 18–50)

Roupa é onde muitos viajantes conseguem economizar. Se você tem uma jaqueta impermeável decente e calças que não encharcam com neve, vale testar antes de alugar o conjunto completo. Luvas e gorros, por outro lado, são essenciais — e comprar no Brasil costuma sair mais caro que adquirir em mercados ou lojas simples de Bariloche. O capacete é obrigatório para crianças e recomendado para adultos; a maioria dos aluguéis já inclui no kit básico.

Mas atenção a um detalhe: o ingresso do Parque Nacional Nahuel Huapi. Em 2025, estrangeiros pagavam cerca de ARS 15.000–25.000 (R$ 50–85) para entrar em pontos controlados como a Isla Victoria e Puerto Blest. A maioria das trilhas e mirantes não cobra nada — você paga apenas nas atrações específicas que exigem fiscalização. Vale conferir no site oficial da Argentina Parques Nacionales antes de sair, pois os valores mudam anualmente.

Gorjetas fazem parte da cultura argentina e ignorá-las pode criar constrangimentos. Em restaurantes, espera-se entre 10% e 15% da conta, deixado em dinheiro na mesa — muitos estabelecimentos sequer incluem a opção no cartão. Para serviços como carregadores de mala, motoristas de transfer e guias de passeio, ARS 2.000–5.000 (R$ 7–18) por serviço é um valor adequado. Em bares e cafés de balcão, arredondar a conta ou deixar as moedas é suficiente.

Scenic landscape of Hotel Llao Llao against Andes mountains in Bariloche, Argentina.
O icônico Hotel Llao Llao, cenário do Circuito Chico, ilustra o padrão de beleza que torna os equipamentos de frio um investimento necessário.Foto: Guillermo Berlin / Pexels

Quando é mais barato ir para Bariloche

Em julho, quando o termômetro gira em torno de 2–4 °C e a neve cobre os cerros, um hostel no Centro Cívico pode custar o dobro do que você pagaria em outubro ou novembro — meses quando a temperatura sobe para 8–14 °C e a cidade respira entre temporadas. Essa diferença de preço não é marginal; ela redefine completamente o orçamento da viagem. Se seu objetivo é economizar, entender o ritmo sazonal de Bariloche vale tanto quanto pesquisar passagens aéreas.

Vamos por partes: a alta temporada de inverno, de junho a agosto, concentra a maior parte dos visitantes brasileiros. Os voos enchem, os hotéis disparam e o Cerro Catedral parece uma metrópole de esquiadores. Em seguida vem o verão local, de dezembro a fevereiro, com termômetros entre 15–18 °C, dias longos e trilhas acessíveis — também caro, especialmente no réveillon e em janeiro. O período de transição entre essas duas estações é onde seu dinheiro rende mais.

  • Baixa temporada (maio, setembro, início de outubro): temperaturas de 5–10 °C, dias frios mas estáveis, preços de hospedagem até 40–50% menores que no inverno
  • Meia estação (outubro, novembro, março, abril): clima variável, alguns dias gelados e outros amenos, preços intermediários, boa oferta de hospedagem
  • Alta temporada (junho–agosto): neve garantida, temperaturas entre 1–5 °C, preços máximos, necessidade de reserva antecipada
  • Alta de verão (dezembro–fevereiro): dias quentes para padrões patagônicos, lotação alta especialmente entre natal e carnaval, preços elevados

Maio é talvez o mês mais subestimado. O outono já pintou a paisagem de tons avermelhados, os primeiros frios chegaram, mas as pistas ainda não abriram — o que significa que hotéis lutam por ocupação e você encontra diárias de hostel por R$ 80–100. Setembro funciona no sentido inverso: a temporada de esqui encerrou, a neve começa a derreter, mas as trilhas já estão praticáveis e o tempo, embora frio, permanece relativamente estável. Em ambos os casos, você enfrenta menos filas e consegue aquela mesa no restaurante sem reserva.

Para quem planeja com antecedência, vale monitorar os preços de passagem aérea em conjunto com a hospedagem. Em anos recentes, voos de São Paulo para Bariloche em maio e setembro apareceram 20–30% mais baratos que em julho, refletindo a menor demanda. A combinação de aéreo mais barato + hostel pela metade do preço cria uma economia que pode chegar a R$ 1.000–1.500 em uma viagem de uma semana.

Mochileiros vs conforto médio em Bariloche

Dois viajantes sentam no mesmo ônibus para o Cerro Catedral, visitam os mesmos mirantes e fotografam o mesmo pôr do sol sobre o lago Nahuel Huapi — mas um gasta R$ 200 por dia e o outro, R$ 700. A diferença não está no que eles veem, e sim em onde dormem, o que comem e quantas atraões pagas incluem no roteiro. Entender essa equação ajuda a decidir onde vale a pena apertar o cinto e onde faz sentido se permitir um pouco mais.

O perfil mochileiro em Bariloche costuma combinar hostel com cozinha compartilhada, refeições preparadas no albergue ou empanadas de rua, e transporte público para tudo. É um estilo que funciona bem na cidade: o sistema de ônibus cobre os principais atrativos, os supermercados têm preços convidativos, e a cultura de hostel na Argentina é bem estruturada. O ponto de atenção é que algumas atrações — como o lift pass do Cerro Catedral ou passeios de barco de dia inteiro — podem consumir sozinhos o equivalente a dois ou três dias do orçamento diário. Nesse caso, o mochileiro precisa escolher: ou prioriza experiências específicas e aperta ainda mais nos outros dias, ou aceita que seu orçamento diário médio será maior em uma viagem de uma semana.

  • Mochileiro apertado: R$ 150–200/dia (hostel em quarto compartilhado, todas as refeições no hostel ou rua, ônibus, uma ou duas atrações pagas na viagem toda)
  • Mochileiro confortável: R$ 220–300/dia (hostel melhor localizado ou quarto privado em hostel, uma refeição em restaurante a cada dois dias, ingressos para Cerro Otto ou Circuito Chico)

Indo um passo além, o viajante de conforto médio geralmente prioriza privacidade e praticidade. Um hotel 3 estrelas ou pousada bem localizada elimina a necessidade de caminhadas longas com

Perguntas frequentes

Bariloche é caro para brasileiros?

Com o câmbio favorável de junho de 2026 (1 BRL ≈ 283 ARS), alimentação e transportecustam menos que no Brasil. O gargalo é a hospedagem em alta temporada: um hostel de R$ 90–125 pode saltar para R$ 180–250 em julho e agosto.

Quanto custa esquiar em Bariloche por dia?

O lift pass do Cerro Catedral na alta temporada gira em torno de R$ 530–700 por dia. O aluguel de kit completo de equipamentos soma mais R$ 120–210 diários, totalizando até R$ 910 apenas para a atividade.

Qual o custo diário médio na cidade?

Um viajante econômico consegue se manter com R$ 180–250/dia (hostel, refeições simples, transporte público). Já o viajante de conforto médio gasta entre R$ 350–480/dia, incluindo hotel categoria média e restaurantes variados.

Preciso levar dinheiro em espécie para Bariloche?

É recomendado levar pesos argentinos para gorjetas e pequenas despesas. Cartões internacionais funcionam bem na maioria dos locais, e pagar hospedagem em reais por plataformas brasileiras aproveita o câmbio oficial.

Quando é mais barato viajar para Bariloche?

Maio e setembro oferecem os melhores preços, com hospedagem até 40–50% mais barata que no pico de inverno. Nesses meses, um hostel custa R$ 80–100/noite, e as passagens aéreas podem ser 20–30% menores.

Quanto custa o voo agora

Faixas de preço de voo por rota, dados observados
RotaA partir deMediana
VCP → BRCR$ 1.237,00R$ 1.743,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.263,00
GRU → BRCR$ 1.022,00R$ 1.046,00
GRU → BRCR$ 1.022,00R$ 1.047,00
GRU → BRCR$ 1.043,00R$ 1.047,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.263,00
VCP → BRCR$ 1.197,00R$ 1.743,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.244,00
VCP → BRCR$ 1.197,00R$ 1.237,00
GRU → BRCR$ 1.043,00R$ 1.047,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.244,00
VCP → BRCR$ 1.197,00R$ 1.237,00
GRU → BRCR$ 1.046,00R$ 1.047,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.244,00
VCP → BRCR$ 1.197,00R$ 1.197,00
GRU → BRCR$ 1.047,00R$ 1.058,00
GRU → BRCR$ 1.047,00R$ 1.047,00
GRU → BRCR$ 1.046,00R$ 1.047,00
GRU → BRCR$ 1.046,00R$ 1.047,00
GRU → BRCR$ 1.046,00R$ 1.047,00
GRU → BRCR$ 1.047,00R$ 1.047,00
VCP → BRCR$ 1.197,00R$ 1.197,00
GRU → BRCR$ 1.047,00R$ 1.047,00
CNF → BRCR$ 1.244,00R$ 1.244,00
GRU → BRCR$ 1.047,00R$ 1.047,00

Dados observados em 2026-06-30 via Google Flights. Preços mudam — confira antes de comprar.

Clima mês a mês

Temperatura média mensal observada
MêsMín. típica °CMédia °CMáx. típica °C
janeiro17.717.717.7
fevereiro15.815.815.8
março13.613.613.6
abril9.89.89.8
maio6.66.66.6
junho444
julho3.93.93.9
agosto5.55.55.5
setembro6.16.16.1
outubro8.68.68.6
novembro13.513.513.5
dezembro14.314.314.3

Fonte: Open-Meteo (normais dos últimos 5 anos). Atualizado automaticamente.

Gostou? Compartilhar: WhatsApp Twitter Facebook

Continue explorando Bariloche

Veja mais guias, dicas e roteiros sobre a cidade.